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A dimensão da realidade: o PSOL e os primeiros passos no executivo

12 de dezembro de 2012

Criado há oito anos, o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) vai pela primeira vez em sua existência ocupar cargos no Executivo. Com duas administrações municipais, o PSOL governará Macapá (AP) e Itaocara (RJ). O que isso significa? Quais os desafios para os gestores psolistas? Formas de governo, escolha de secretariado, modos de governar. Esses serão os grandes desafios da legenda.

Por Willys Lins

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A partir de janeiro de 2013, o PSOL dará início às suas primeiras experiências de governo frente às prefeituras de Macapá (AP) e Itaocara (RJ). Desde o seu surgimento, a legenda tem se caracterizado pela linha oposicionista aos governos. A metralhadora barulhenta é característica de sua pequena bancada no Congresso Nacional, nos espaços legislativos locais e nos movimentos sociais.

Os próximos prefeitos apostam suas fichas na mobilização popular e na gestão participativa. Enquanto eles não põem a mão na caneta para escrever as histórias do “modo PSOL de Governar”, seguem fazendo barulho. É o caso do professor Clécio Luís que encontra resistência por parte da atual administração em disponibilizar as informações necessárias à equipe de transição, por isso, decidiu criar um blog para disponibilizar à população todos os passos da transição e o real estado em que se encontram as finanças e gestão dos programas sociais no município, tornando acessível os desmandos administrativos do prefeito derrotado, Roberto Góes (PDT).
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No mesmo passo segue o agente de saúde, Gelsimar Gonzaga, em Itaocara, que já escolheu quatro, dos 14 secretários, em praça pública, pelo voto popular. Os nomes são previamente selecionados pelo próprio Gelsimar e submetidos à escolha dos que participam das assembleias, mesmo que não comunguem da mesma orientação partidária. São o caso dos secretários de saúde e educação, ambos militantes do PT, partido que tem sido o alvo predileto dos psolistas desde o seu surgimento. Aqui, se evidencia uma contradição. Excluído de qualquer possibilidade de aliança nas eleições municipais de 2012 – o PT, com se pode explicar que quadros desse partido possam vir a ocupar o primeiro escalão de uma administração do PSOL?

A legenda começou a ser organizada após a expulsão de vários parlamentares do PT, entre eles, a ex-senadora Heloísa Helena e o ex-deputado Babá, considerados rebeldes pela direção nacional do PT por votarem contra a orientação do governo Lula no caso da Reforma da Previdência.

A desobediência rende farpas até hoje entre as duas legendas, a exemplo, nesta semana, o presidente do PSOL, deputado federal Ivan Valente (SP), ingressou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a anulação da Reforma da Previdência, aprovada em 2003, no primeiro governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Como se vê, antes mesmo da posse, as contradições de ser governo vão se revelando. São os desafios colocados pela pequena legenda, mas com vontade de ser grande.

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