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Edmilson manifesta solidariedade a protesto dos índios

O deputado estadual Edmilson Rodrigues (PSOL) reuniu, na manhã desta sexta-feira, 26, com os indígenas que há quatro dias ocupam a sede da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), em Belém. “Edmilson, você sempre nos apoiou, você conhece a nossa realidade. Peço que você nos apoie. Hoje, nas aldeias, não tem um esparadrapo ou gase”, reclamou o cacique Neto, da aldeia Jacaré, da etnia Tembé Tenehara, do município de Capitão Poço, Nordeste do Pará.

Edmilson Rodrigues em solidariedade aos índios (1)

Cerca de 270 índios ocupam o prédio, entre representantes dos Tembé, Gavião, Munduruku e Kaiapó, entre outros. Eles exigem a saída imediata da coordenadora do Distrito Sanitário Especial Indígena Guamá-Tocantins, Daniela Cavalcante. Eles reclamam que faltam medicamentos nas aldeias e transporte para o deslocamento dos doentes em pior estado de saúde, assim como infraestrutura nos oito pólos de atendimento. “A gente não aguenta mais. Quando um parente adoece, a gente sofre muito”, reclamou, chorando, uma índia da aldeia Sussuarana, no município de Paragominas.

“Em janeiro, visitei quatro aldeias dos Tembé-Tenetehara e vi de perto a situação. Os postos de saúde não tem condições de funcionar. Num deles, o único técnico de enfermagem disponível, tinha que dormir numa escola. As condições de insalubridade eram grandes, porque o posto virou moradia de morcegos, cheio de fezes”, denunciou Edmilson à imprensa.

O deputado manifestou solidariedade à manifestação pacífica dos índios e os convidou a visitarem a Assembleia Legislativa do Pará na próxima terça-feira, 30, quando o psolista intermediará o diálogo com o presidente do Poder e os líderes dos demais partidos com a finalidade de buscar maior apoio à acusa indígena.

Edmilson Rodrigues em solidariedade aos índios (3)

Os índios relataram a Edmilson que, apesar do orçamento do distrito ter crescido de R$ 4 milhões para R$ 13 milhões, o atendimento de saúde ficou ainda mais precário. Eles afirmaram que o controle social foi suprimido e, quem reclama, sofre perseguição política. “Demos um crédito de confiança, mas há seis meses não há diálogo e nem prestação de contas”, reclamou Neto. “Nos ajude, Edmilson, para evitar a morte de indígenas. A saúde indígena está uma calamidade”, desabafou o cacique.

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