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Estudantes promovem novo tsunami nas ruas de Belém

De nada adiantou a ofensiva autoritária do governo federal, através de nota ameaçadora do MEC, de tentar impedir a realização massiva de atos pelo país marcados para o dia 30. Segundo a União Nacional dos Estudantes, houve atos em ao menos 200 cidades de todos os Estados, incomparavelmente maior que os atos “chapa branca” patrocinados pelos governistas no dia 26.

O Ministro da Educação, Abraham Weintraub, divulgou por meio do MEC uma nota em que estimulava que pais e alunos fizessem denúncia à ouvidoria do Ministério caso presenciassem a divulgação dos protestos durante o horário escolar. Na prática, o tiro saiu pela culatra. O que ocorreu foi um novo tsunami em defesa da educação no país.

As manifestações no Pará começaram ainda pela manhã. Docentes e técnicos de universidades federais paralisaram as atividades e realizaram atos em várias cidades. Em Belém, uma gigantesca passeata começou às 17h30 na Praça da República, no centro da capital paraense, seguindo até o mercado de São Brás.

O deputado federal Edmilson Rodrigues (PSOL-PA), presente na manifestação, voltou a criticar os golpes que a democracia vem sofrendo e que tem levado o país ao retrocesso, e destacou o papel histórico da juventude nesse momento “A juventude nas ruas renova a nossa esperança. O que estamos vendo aqui é uma juventude predestinada a construir esse futuro lindo, que não será feito sem educação. É uma luta em defesa do conhecimento técnico-cientifico e em defesa da soberania do país”, afirmou em fala durante o ato.

“Esse cenário que estamos vivendo é perverso, mas eu sempre digo: nós temos a obrigação de acreditar num futuro justo e feliz. A educação é um instrumento revolucionário. Não adianta chorar porque o povo veio às ruas para impedir a tentativa de destruir a educação e eles estão desesperados. Nós não somos covardes; quem enfrentou a ditadura de 64 não vai se intimidar com esses canalhas que querem destruir a educação e o futuro do país”, completou Edmilson.

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